
O ano de 1968 marcou uma geração que cansou de ser espectadora. O que interessava para ela era participar do que estava acorrendo, era mudar os pensamentos arcaicos que reinavam. E nessa surpreendente trama, o papel principal foi dos jovens.
Os pensamentos daquela época eram carregados de conservadorismo e preconceito. O brilho das mulheres era ofuscado pelo dos homens, o homossexualismo era visto como uma doença que tinha de ser tratada, as drogas eram reprimidas e os desejos sexuais tinham de ser camuflados.
Cansados de tanta repressão os jovens passaram a lutar pela liberdade em todos os campos. E as mulheres, por sua vez, lutaram para conseguir o seu espaço na sociedade.
Cansadas de viver na frente de um fogão, quiseram sair para trabalhar. Queriam que a sociedade as visse como independentes, capazes de trilhar os seus caminhos sem viver às sombras de seus maridos. O movimento feminista tomou conta da década de 60 e Anne Zelensky (que viria a ser líder do movimento feminista nos anos 70) resume a contínua manifestação como “ nós começamos a dizer alto o que as mulheres diziam baixo”.
As mulheres que até então eram as esposas perfeitas estavam tomando nova forma. A idéia de que elas tinham que casar virgem enquanto os homens tinham os seus casos começou a ser modificada. As roupas não escondiam mais as curvas que antes eram exclusividades dos maridos. As calças jeans passaram a preencher também o guarda roupa feminino. Os sapatos não eram mais de madames que não necessitavam de conforto (já que antes a dama se vestia para posar), eram de trabalhadoras que precisavam ir em busca do seu sustento. O maior desejo das mulheres passou a ser a igualdade de direitos, de educação e de salário.
Foi nesse ano que as pílulas anticoncepcionais passaram a ser mais usadas, pois as jovens achavam que só assim teriam a liberdade sexual desejada por elas. Mas, como essas pílulas não eram suficientemente difundidas, elas começaram a lutar pelo direito ao aborto. Nada era proibido. Elas tinham o mundo todo para explorar, e acreditavam que a única coisa capaz de atrapalhar essa liberdade era o casamento. Por isso, o alto índice de divórcio na época.
O ano de 68 foi de extravagâncias e de euforia. A idéia de que tudo era possível encantou as mulheres do mundo inteiro. Elas queriam tomar frente de tudo, o passado estava enterrado, o que interessava agora era apenas o presente. Nada de preocupações.
Essa luta por igualdade foi revolucionária e fez com que as mulheres triunfassem em vários pontos. As conquistas daquela época são lembradas e conservadas até hoje. E se agora as mulheres são colocadas ao lado dos homens ( ao invés de atrás ou abaixo ), é graças àquelas fortes feministas que lutaram pelo ‘sexo frágil’.
Escrito por rafaelamarrocos 
Escrito por rafaelamarrocos
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